Existem dois dias em que as nossas mãos não podem tocar, o ontem e o amanhã, ambos com resultados e frutos de nossas ações firmadas ou não em nosso Criador.O hoje deve ser observado com cautela,ser vivido com responsabilidade e acima de tudo, ser entregue ao nosso Senhor, para que os resultados de nossas ações possam refletir a grandeza de Deus ou a nossa decadência (o que sempre será evidente, infelizmente).

Se andarmos preocupados , aflitos com o amanhã, deixamos de crer no que Deus é . Ele é o Deus provedor, mas ainda assim não tem como obrigação prover nada . O seu nome é Maravilhoso, não por que nos provê, mas porque é Aquele sobre todo o nome na terra! Pai da eternidade é o seu nome, o tempo está em suas mãos! Príncipe da paz, é o que acalma o coração dos aflitos!

Ele supre as aves nos céus, dá o sustento aos animais dos campos, mas ainda assim sua maior criação insiste em duvidar da sua onipotência, se preocupando com o que comer,beber,vestir e outras aflições passageiras [ Mt 6.25 ].
A ansiedade cega a nossa fé, portanto coloquemos as nossas vidas inteiramente nas mãos de Deus.

Ramon Passos
Olá, queridos! O texto que segue é uma compilação humilde de uma pregação que ouvi no sábado (22/08), no culto em agradecimento a Deus pelos 77 anos da SAF da Primeira Igreja Presbiteriana em Itaperuna, palavra trazida à luz pelo Reverendo Ronaldo, missionário na cidade de Santiago, no Chile.

"Depois disto foi Jesus com seus discípulos para a terra da Judeia, onde se demorou com eles e batizava. Ora, João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ía e se batizava. Pois João ainda não fora lançado no cárcere. Surgiu então uma contenda entre os discípulos de João e um judeu acerta da purificação. E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, eis que está batizando, e todos vão ter com ele.
Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que eu disse: Não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo. É necessário que ele cresça e que eu diminua."
João 3:22 - 30

A fala de João revela muito sobre sua disposição de espírito, sua convicção do seu chamado e sua consciência do seu lugar no mundo. 

João Batista começa repreendendo aquele que aponta Cristo se destacando como algo prejudicial a João e ele diz "O homem não pode receber coisa alguma se não lhe for dada do céu". Ele se identifica como homem incapaz de produzir para si qualquer coisa, muito menos seu chamado e propósito. O centro da nossa vida não é o que somos e o que temos, até porque nossa existência é devida a Outrem. Se o fato de existirmos é devido à um Criador, quanto mais todo o resto, que deriva de um fato alheio à nossa própria vontade. Falando dessa forma João deixa claro que tudo que ele havia feito, estava fazendo e poderia vir a fazer, no seu ministério, vinha do próprio Cristo.

"Eu não sou o Cristo". Há algumas implicações interessantes dessa fala na nossa vida. A primeira é que não há sobre nossos ombros a responsabilidade de salvar ninguém, de redimir ninguém, de carregar a culpa da perdição de alguém. O Cristo veio, morreu, ressuscitou e vivo está. Glória seja dada ao Pai por isso. O Cristo é que faz a obra de redenção, somos coadjuvantes da obra redentora de Cristo aplicada pelo Espírito através da pregação e testemunho. E essas duas palavrinhas, pregação e testemunho, já carregam em si muita responsabilidade. Reconhecer que não somos o Cristo é abrir mão do lugar de honra na salvação dos outros, é também deixar de lado o fardo da perdição dos outros. 
A segunda implicação é que somos precursores de Cristo na vida dos outros, e nossa glória está nisso. Nosso papel é de apontar para Cristo até que Ele se manifeste, nossas palavras são de arrependimento e esperança. Anunciamos a vinda do Rei, mas a mensagem da vinda do Rei não é a glória em si, a glória está com o Rei em seu retorno. E ficamos felizes em sermos os anunciadores do Reino.

"Aquele que tem a noiva é o noivo; mas o amigo do noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo." A centralidade de Cristo na nossa vida deve ser tal que quando Ele é glorificado nós estamos felizes. Quando Ele é adorado, nos sentimos satisfeitos. 
A igreja é do Senhor. Quem desposa a noiva, cuida, ama e recebe amor da noiva, é o NOIVO, não o amigo do noivo. O amigo do noivo serve o noivo e se alegra com a alegria dele, esse é o seu lugar.

"É necessário que ele cresça e que eu diminua." O engano de Satanás no Jardim do Eden foi colocar a vida humana como o centro e o fim dela mesma. Atraídos pela glória de ser como Deus, nossos pais caíram. E quando Cristo se revela entre os homens, uma palavra é lançada: Ele é o Centro. A glória dEle é a que de fato importa e É! 

Catecismo Menor de Westminster
1- Qual é o fim supremo e principal do homem?
Resposta: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
Rm 11:36; 1Co 10:31; Sl 73:24-26; Jo17:22-24

Um forte abraço!



É um fato notável que com o advento das redes sociais a facilidade de conhecer pessoas e manter diálogo aumentou bastante, isso abriu brechas para paqueras virtuais sem nenhum tipo de pudor ou critério. 

Sabemos que toda pessoa procura seus iguais para se relacionar e isso é algo bom (Am 3:3), e é mesmo importante que se busque amizade e namoro entre pessoas no círculo de relações dos filhos de Deus (Gn 24:3-4, Gn 29:19, Dt 7:1-4), porém muitos impostores se infiltram em grupos cristãos travestidos de iguais na esperança ardilosa de conseguir  encantar e iludir mulheres cristãs.

Essas mulheres na maioria das vezes por ingenuidade ou falta de senso acabam caindo na rede desses predadores. É verdade que existem mulheres que também agem dessa maneira irresponsável porém percebo que esse tipo de situação é mais comum em homens pois eles trazem consigo uma mentalidade de “garanhão de festa” para dentro da igreja.  

Ter diversas pretendentes com o objetivo de pegar todas é uma mentalidade ímpia e imunda. Sabemos que a mentalidade ímpia tem essa atitude como masculinidade, porém o cristão não pode agir assim, o cristão genuíno deve possuir uma única pretendente com o intuito de compromisso absoluto para que num futuro propício possam os dois visualizar o casamento que deverá perdurar pela vida toda e isso que é prova de virilidade segundo a bíblia (Sl 19:5, Jl 2:16). Aliás, a bíblia como sempre tem muito a nos ensinar, pois é a bíblia que como luz nos guia em todo caminho (Sl 119:105) e sobre esse assunto não é diferente, a Bíblia nos diz que o padrão de Deus é absolutamente monogâmico (Gn 2:24,Mt 19:-4-6, Mt 5:32,Mc 10:6-9,1 Co 7:2, 1 Tm 3:2,12; Tt 1:6). 

Obviamente o amor romântico não é errado pois, a bíblia cita casos de romantismo como no livro de Cantares e em outros trechos da Escritura Sagrada (Gn 29:20,1Sm 18:20,27-28) porém quando um homem resolve investir em vários relacionamentos ele já está sendo infiel antes mesmo de se compromissar, considero isso uma modalidade de fornicação algo que é abominável aos olhos de Deus (Gn 38:2). 

Na lei mosaica quando tal coisa acontecia entre pessoas casadas era uma violação do decálogo (Ex 20:12, Dt 5:18) e resultava em morte (Dt 22:22).Tais pessoas não entrarão no Reino de Cristo (1Co 6:9,Ap 21:8),e devem ser excluídos da comunidade dos santos (1Co 5:1-13). 

André Prado


Quando falo com algumas pessoas que quero me casar o mais rápido possível, as mesmas ficam escandalizadas , impõem pensamentos que me deixam frustrado , do tipo, " Casar, já? Você tá novo!", " Pra quê casar cara, tem que curtir primeiro a vida!".
A nossa sociedade é tão corrompida, uma cultura tão caída, que os valores foram totalmente invertidos. 

Casamento fica em segundo plano, dedicação à outra pessoa é perda de tempo e sexo se limita apenas á suprir uma necessidade física , é isso o que a propaganda babilônica vende, e nós as vezes a compramos sem perceber, é trágico.
E o amor? Cadê o amor?

A ação pura que Deus nos manda obedecer , a contrariamos sem remorso algum ( no instante em que desobedecemos ), demos espaço para nossas emoções decadentes e sem perceber aceitamos o produto que essa sociedade nos vende, o produto é gratuito para teste, mas gostamos tanto, que após experimentar, pagamos um preço alto por ele.

Como agir em uma sociedade assim? Meditando em algumas passagens encontraremos conforto para os nossos corações :
"Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia". João 15:19
"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." Romanos 12:2
Paz !

Ramon Passos

Ontem, assisti uma adaptação do famoso romance de Oscar Wilde - O Retrato de Dorian Gray - que conta a história do belo jovem e inocente Gray, que se perde pela vida por amar e desejar sua juventude e beleza eterna, entregando sua alma aos prazeres e recebendo depois, um triste final.

Apesar de ter um enredo pesado, consegui refletir sobre algumas coisas e gostaria de compartilhá-las.
Gray, no auge de sua vida de prazeres e sodomias, questionado sobre sua felicidade, responde que o prazer, em nada se compara a ser feliz e que a felicidade, era algo que ele desconhecia.

Isso me levou a pensar sobre a busca sem fim pela felicidade que vivenciamos diariamente. "Seja feliz", é esse o rótulo do prazer na sociedade atual. Sacie suas vontades e assim, seja feliz, se te faz bem e te satisfaz e se não prejudicará ninguém, vá! Faça! Você tem o direito de viver alegremente.

Mas, se o prazer não traz felicidade, por que buscamos realização pessoal através dele? E quando digo prazer, não estou falando apenas de satisfação sexual, mas das coisas fúteis que nos aprisionam em nosso estado superficial durante a vida. Buscamos felicidade nos amigos, nas viagens, nos livros, nos relacionamentos, na comida e em quase tudo que fazemos, vivemos buscando felicidade. Isso não é ruim e jamais será, ter amigos, um bom namoro ou casamento, viajar, ler bons livros... tudo isso é ótimo, mas existe uma certa diferença entre SER e ESTAR feliz.

Então, se ter prazer, segundo Dorian Gray, não é o caminho da felicidade, como alcançá-la? Não é isso que queremos? Como então ser feliz?
Eu poderia passar muito tempo escrevendo todos os versículos bíblicos que dizem "felizes são [...]", mas gostaria que refletíssemos nas palavras de Jesus sobre o que é ser feliz:

"Muito felizes são os humildes!" dizia Ele, "porque o Reino dos Céus é dado a eles".
"Felizes são os que choram! Porque serão consolados".
"Felizes são os mansos e simples! Porque o mundo inteiro pertence a eles".
"Felizes aqueles que aspiram por ser justos e bons, porque terão a justiça com toda a certeza".
"Felizes são os que são amáveis e têm misericórdia dos outros, porque a eles se mostrará misericórdia".
"Felizes os que tem coração puro, porque verão a Deus".
"Felizes aqueles que procuram promover a paz - pois serão chamados Filhos de Deus".
"Felizes aqueles que são perseguidos por serem justos, pois o Reino dos Céus é deles".
"Quando vocês forem maltratados, perseguidos e caluniados por serem meus seguidores ótimo!"
"Alegrem-se com isso! Porque uma grandiosa recompensa espera vocês no céu. E lembrem-se: Os profetas antigos também foram perseguidos".
(Mateus 5: 3-12)

Escolhi a paráfrase bíblica da BÍBLIA VIVA, por usar a palavra "felizes" que tem o mesmo sentido de "bem-aventurados".
Felizes são os que deixam de lado seu orgulho, felizes são os que passam por momentos difíceis, felizes são aqueles que amam a justiça e praticam a misericórdia... felizes são os que diminuindo-se a cada dia, veem a vida de Cristo cravada em seus corações.

Atitudes que manifestam a felicidade, como estas que Jesus ensina em seu sermão, são difíceis de praticar, nos privam de tudo aquilo que inicialmente acreditamos nos satisfazer, nos privam do prazer carnal exagerado, e nos provam que a felicidade de um verdadeiro cristão não está no imediato, mas está na esperança (vr. 12).

Quando agimos com misericórdia, com paciência, com humildade, despimo-nos do nosso orgulho e declaramos com atitudes, que confiamos e que acreditamos que nELE está a nossa felicidade e que ELE é a nossa única fonte de alegria.

Estar feliz é possível, quando colocamos acima de tudo, o prazer das coisas terrenas.
Ser feliz só é possível, quando compreendemos que a nossa vida é passageira e que existe muito, infinitamente muito mais para se viver depois que a terra cobrir nossos corpos corruptíveis. A esperança da eternidade e a confiança de que Deus é a fonte de toda alegria, mesmo em meio as dores do mundo, é o segredo para ser o que todos queremos ser. FELIZES.

"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?"
Marcos 8:36

Dorian Gray entendeu que o prazer não lhe traria a felicidade que tanto buscava, no momento de sua morte.
E quanto a mim? De quanto tempo precisarei pra compreender que tudo é vaidade?

Bianca Veronesi

Ontem assisti um pequeno vídeo¹ do Guilherme de Carvalho onde ele faz uma resenha sobre o livro Quatro Amores do C.S. Lewis.
No vídeo, Carvalho comenta sobre os tipos de amor citados por Lewis, mas a parte que mais me admirou foi quando Carvalho fala sobre o amor Eros e o amor Venal.

O Eros é o amor erótico, e pode ser entendido como a força que nos move em relação aos nossos desejos. O Eros é o desejo em si, mas não um desejo apenas como um fim, mas um meio de se unir de forma profunda com o objeto ou ser desejado. No sentido de união com o ser desejado. o Eros pode surgir antes do casamento, mas deve ser consumado após o casamento, quando ocorre a união entre o homem e a mulher diante de Deus, Estado, Sociedade e Igreja.

O amor Venal, é parecido com o Eros, mas é extremamente mais forte.
O Venal busca possuir o outro de todas as formas, é um amor animal, que apenas deseja a satisfação sexual. O Venal é corrupto, devasso, desmoralizado. 
Este é o amor pregado pela sociedade pós-moderna, um amor líquido que derrete quando alcançado, e vaza pelo meio dos dedos quando é agarrado. O Venal norteia a relação secular, e acaba quando é saciado.

Qual amor que está dentro do nosso coração?
O Venal que busca apenas uma saciedade momentânea, ou o Eros que busca o desejo ardente de união profunda com o amado ou amada?

Fica a pergunta.





¹ https://www.youtube.com/watch?v=AFcUx8iMHG4&sns=fb

Um dos fenômenos amorosos mais populares da pós-modernidade é chamado de FriendZone. Em português: Zona de Amizade, que se refere a uma situação onde um indivíduo deseja relacionar-se com outro no sentido romântico, enquanto o outro, não deseja o mesmo. Isso ocorre quando uma pessoa está apaixonada por outra, mas a outra deseja somente amizade.  

A FriendZone remete ao amor platônico, onde o amante não se aproxima da amada, não toca, não se envolve amorosamente, mas vive de alimentar suas fantasias e idealizações, onde o objeto do amor é sempre perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem defeitos, mas nunca é alcançado.

O termo FriendZone não foi popularizado no Brasil, mas teve sua primeira aparição no seriado americano Friends[i] em 1994. Na série, o personagem Ross Geller, que era apaixonado pela personagem Rachel Green, foi colocado por ela em um estado nomeado por um amigo do casal com zona de amizade. Mas foi somente em 2005, no filme Just Friends[ii], que o termo ganhou notoriedade internacional.  O filme retrata de forma direta como FriendZone afetou o personagem principal.

Em meados de 2010, este novo fenômeno sentimental chegou ao Brasil, sendo ocasião para piadas, pois ninguém deseja estar nessa zona de amigo, e também para vítimas.
Mas seria errado um cristão deixar alguém que lhe admire na FriendZone?

Para descobrir isso, é necessário classificar a FriendZone em dois tipos: FriendZone Light e FriendZone Clássica.

A primeira não é tão nociva, pois ocorre sempre que alguém se interessa pelo outro, e acaba sendo rejeitado, mas as consequências dessa Zona de Amizade Light não são causadas diretamente por quem rejeita o amor.

O cenário deste tipo de Zona de Amizade é este: Surge o interesse em namoro de uma das partes, que é rejeitada de forma educada e sincera, mas o amado deixa bem claro que o amor da amante é impossível de se realizar. O amado não ilude ou cria expectativas na amante, e se esforça para se afastar, quando necessário (a maioria das vezes é necessário), até que a paixão esfrie.

O segundo caso é mais perigoso e causa enormes consequências em quem é rejeitado.

A FriendZone Clássica começa quando o amante é rejeitado pela amada, mas a amada acaba aproveitando da paixão do amante. Além disso, a amada nunca deixa claro que aquele relacionamento não passa de mera amizade, e de forma direta ou indireta, ilude o amante. Outro comportamento típico da FriendZone Clássica, é quando o amante tenta se aproximar da amada, mas ela ignora-o, ou não responde de forma direta, causando assim uma ilusão no amante.

A FriendZone Light é impossível de ser combatida, pois sempre que alguém rejeitar um pedido de namoro, este fenômeno começa, mas não existe pecado nisso, quando os envolvidos tratam este problema de forma adulta, madura, sincera e cristã,.

Já no segundo fenômeno, chamado FriendZone Clássica, se torna problemático a partir do momento que o amante é iludido. Neste ponto a amada vai contra a cosmovisão cristã, pois ao criar uma ilusão, a amada mente ou omite a verdade (João 8:44). Não deixar claro que aquele relacionamento é apenas amizade, também é um tipo de omissão, e se encaixa como uma mentira. Além disso, ao se aproveitar do amante, a amada peca contra seu próximo, pois faz com o outro aquilo que não deseja que fizessem com ela (Mt 19:19;Mt 22:39Mc 12:31;Gl 5:14;Tg 2:8).

Os exemplos acima servem tanto para homens quanto para mulheres. E que possamos orar e viver um evangelho verdadeiro em todo momento, até mesmo quando temos que deixar claro para alguém que aquela relação é apenas uma amizade.





[i] Friends foi uma sitcom (seriado de comédia) americana criada por David Crane e Marta Kauffman e apresentada pela rede de televisão NBC entre 22 de setembro de 1994 e 6 de maio de 2004, com um total de 236 episódios.
[ii] É uma comédia romântica de 2005. A história se resume em dois personagens principais Chris Brander e Jamie Palamino que sempre foram amigos, desde a época do colegial. Chris é apaixonado por Jamie, mas, devido ao seu peso exagerado, nunca conseguiu namorá-la. Traumatizado, Chris cresceu, emagreceu e tornou-se um homem bem sucedido e mulherengo. Até que, anos depois, ele reencontra Jamie e vê sua antiga paixão renascer.


Uma coalizão de diversos líderes evangélicos reunidos pela Ethics and Religious Liberty Commission [Comissão da Liberdade Religiosa e Ética - EUA] publicou o seguinte documento:

Como cristãos evangélicos, discordamos da decisão da Suprema Corte que redefine o casamento. O Estado não criou a família, e, portanto, não deveria recriá-la à sua própria imagem. Não nos submetemos a essa visão porque a autoridade bíblica assim exige de nós. O resultado da decisão da Suprema Corte em redefinir o casamento representa o que aparentemente é a consequência de meio século no qual se testemunha o declínio matrimonial por meio do divórcio, a coabitação e uma cosmovisão de liberdade sexual quase ilimitada. As ações da Suprema Corte colocam em risco uma fábrica social já volátil ao indispor aqueles cujas crenças relativas ao casamento são motivadas por profundas convicções bíblicas e que buscam o bem comum.

A Bíblia ensina claramente a verdade imutável de que o casamento consiste de um homem e uma mulher. De Gênesis a Apocalipse, a autoridade das Escrituras testemunha acerca da natureza do matrimônio bíblico como estando exclusivamente restrito à complementaridade entre homem e mulher. Esta verdade é inegociável. O próprio Senhor Jesus afirmou que o casamento é desde o princípio (Mt 19:4-6), de forma que nenhuma instituição humana possui a autoridade para redefinir o casamento, assim como nenhuma instituição humana tem autoridade para redefinir o Evangelho, do qual o casamento, de forma misteriosa, constitui-se como reflexo (Ef 5:32). A decisão da Suprema Corte em redefinir o casamento demonstra um julgamento equivocado ao desconsiderar aquilo que a História e incontáveis civilizações nos transmitiram – todavia, representa também uma consequência na qual os próprios evangélicos, infelizmente, possuem sua parcela de culpa. Frequentemente, evangélicos professos falharam em encarnar os ideais que nos são tão queridos e que cremos serem centrais à proclamação do Evangelho.

As igrejas evangélicas devem ser fiéis ao testemunho bíblico acerca do casamento, independentemente das mudanças culturais. As igrejas evangélicas na América do Norte se encontram agora num novo cenário moral que nos conclama a atuar num contexto cada vez mais hostil à ética sexual bíblica. Isso não é algo inédito na história da igreja. Desde seus primórdios, seja nas margens da sociedade ou numa instância de influência, a igreja é definida sempre pelo Evangelho. Insistimos, pois, na afirmação de que o Evangelho traz as boas-novas para todas as pessoas, independente de a cultura considerá-las ou não como boas-novas.

O Evangelho deve moldar nossa abordagem ao testemunho público. Como evangélicos movidos pelas boas-novas de que Deus oferece reconciliação por meio da vida, morte e ressurreição de Seu Filho, Jesus, nos comprometemos a:
1) Respeitar e orar pelas autoridades que sobre nós governam, mesmo que venhamos a trabalhar, mediante o processo democrático, a fim de reconstruir a cultura do matrimônio (Rm 13:1-7);
2) Ensinar a verdade a respeito do matrimônio bíblico de uma forma que traga restauração e cura a uma cultura sexualmente deteriorada;
3) Afirmar o mandato bíblico de que todas as pessoas, incluindo indivíduos da comunidade LGBT, são criadas à imagem de Deus e merecem, portanto, dignidade e respeito;
4) Amar nosso próximo a despeito de quaisquer discordâncias que surjam como resultado dos conflitos de crenças acerca do casamento;
5) Viver com respeito e civilmente juntamente com aqueles que possam discordar de nós, visando o bem comum;
6) Cultivar uma cultura comum de liberdade religiosa que permita o florescimento da liberdade de viver e crer diferentemente. 

A redefinição do casamento não deveria acarretar a erosão da liberdade religiosa. Nos próximos anos, as instituições evangélicas poderão ser intimadas a sacrificar suas crenças sagradas sobre o casamento e sexualidade a fim de se acomodarem àquilo que a cultura exige e que a lei requer. Não temos a opção de acatar essas exigências sem violar nossas consciências e renunciar o Evangelho. Não permitiremos que o governo coaja ou infrinja os direitos das instituições em viverem segundo a crença sagrada de que apenas homens e mulheres podem contrair matrimônio entre si.

O Evangelho de Jesus Cristo determina a forma e o tom de nosso ministério. A teologia cristã considera seus ensinamentos a respeito do casamento tanto atemporais quanto imutáveis, consequentemente devemos permanecer firmes nessa crença. Ofensas e pânico não são as respostas daqueles que confiam nas promessas de um Cristo Jesus que reina. Embora acreditemos que a Suprema Corte se equivocou em sua decisão, nos comprometemos a permanecer observando firme e fielmente o ensino bíblico de que o casamento é a principal pedra angular da sociedade, projetada para unir os homens, mulheres e crianças. Prometemos, portanto, proclamar e viver essa verdade a todo custo, com convicções que são apregoadas com bondade e amor.

__________
Nota:
[1] A expressão "Here I stand" pode ser traduzida como "Eis-nos aqui" ou "Assim nos posicionamos". Na verdade, trata-se de uma alusão ao dito de Lutero na Dieta de Worms: "Hier stehe ich. Ich kann nicht anders", que, na versão em inglês, foi traduzido para "Here I stand, I can do no other." [Esta é a minha posição. Não posso fazer nada mais]. Desse modo, é uma expressão que remonta à coragem dos primeiros reformadores em asseverar seu comprometimento com a verdade bíblica, ao invés de diluir ou se conformar com a mentalidade e cultura predominantes.

Signatários:

A.B Vines, Senior Pastor, New Seasons Church
Afshin Ziafat, Lead Pastor, Providence Church, Frisco, Texas
Alistair Begg, Senior Pastor, Parkside Church
Andrew T. Walker, Director of Policy Studies, Ethics and Religious Liberty Commission
Barrett Duke, Vice President for Public Policy and Research and Director of the Research Institute, Ethics and Religious Liberty Commission
Bart Barber, Pastor, First Baptist Church of Farmersville
Bruce Frank, Senior Pastor, Biltmore Baptist Church
Bruce Riley Ashford, Provost, Southeastern Baptist Theological Seminary
Bryan Carter, Pastor, Concord Church
Bryan Chapell, Senior Pastor, Grace Presbyterian Church
Bryan Loritts, Pastor of Preaching and Mission, Trinity Grace Church, Kainos Movement
Bryant Wright, Senior Pastor, Johnson Ferry Baptist Church
Carmen Fowler LaBerge, President, Presbyterian Lay Committee
Christine Hoover, Author
Christopher Yuan, Speaker, Author, Bible teacher
Clint Pressley, Pastor, Hickory Grove Baptist Church
Collin Hansen, Editorial Director, The Gospel Coalition
D. A. Carson, Research Professor of New Testament, Trinity Evangelical Divinity School
D.A. Horton, Director of ReachLife Ministries, National Coordinator for Urban Student Missions
Daniel Darling, Vice-President of Communications, The Ethics and Religious Liberty Commission
Daniel Patterson, Chief of Staff, The Ethics and Religious Liberty Commission
Danny Akin, President, Southeastern Baptist Theological Seminary
David E. Prince, Assistant Professor of Christian Preaching, The Southern Baptist Theological Seminary
David French, National Review
David Jeremiah, Senior Pastor, Shadow Mountain Community Church
David Platt, President, International Mission Board
David S. Dockery, President, Trinity International University/Trinity Evangelical Divinity School
David Uth, Senior Pastor, First Baptist Orlando
Dean Inserra, Lead Pastor, City Church, Tallahassee
Dennis Rainey, President, FamilyLife Today
Denny Burk, Professor of Biblical Studies, Boyce College
Edgar Aponte, Director of Hispanic Leadership Development, Southeastern Baptist Theological Seminary
Eric M. Mason, Lead Pastor, Epiphany Fellowship Church
Eric Teetsel, Executive Director, Manhattan Declaration
Erik Reed, Pastor, Journey Church
Erwin W. Lutzer, Senior Pastor, The Moody Church
Felix Cabrera, Pastor, Iglesia Bautista Central, Oklahoma City
Frank Page, President and CEO of the SBC Executive Committee
Fred Luter, Pastor, Franklin Avenue Baptist Church
Gabriel Salguero, President, National Latino Evangelical Coalition
Greg Laurie, Senior Pastor, Harvest Christian Fellowship
H.B. Charles Jr., Pastor-Teacher, Shiloh Metropolitan Baptist Church
Heath Lambert, Executive Director, Association of Certified Biblical Counselors
Hunter Baker, Associate Professor of Political Science and Dean of Instruction, Union University
J. Ligon Duncan III, Chancellor & CEO, John E. Richards Professor of Systematic and Historical Theology, Reformed Theological Seminary
J. P. Moreland, Distinguished Professor of Philosophy, Biola University
J.D. Greear, Pastor, The Summit Church
J.I. Packer, Board of Governors’ Professor, Theology Regent College
Jack Graham, Pastor, Prestonwood Baptist Church
Jackie Hill Perry, Writer, Speaker, Artist
James MacDonald, Senior Pastor, Harvest Bible Chapel
Jason Allen, President, Midwestern Baptist Theological Seminary
Jason Duesing, Provost, Midwestern Baptist Theological Seminary
Jeff Iorg, President, Golden Gate Baptist Theological Seminary
Jeffrey K. Jue, Provost, Westminster Theological Seminary
Jim Baucom, Senior Pastor, Columbia Baptist Church
Jim Daly, President, Focus on the Family
Jimmy Scroggins, Lead Pastor, Family Church, West Palm Beach
John Bradosky, Presiding Bishop, North American Lutheran Church
John Huffman, Board Chair Christianity Today and Gordon-Conwell Theological Seminary
John Stonestreet, Speaker and Fellow, The Chuck Colson Center for Christian Worldview
Johnny Hunt, Pastor, First Baptist Church of Woodstock
Jonathan Leeman, Editorial Director, 9Marks
Jose Abella, Pastor, Providence Road Church, Miami
Juan R. Sanchez, Jr., Senior Pastor, High Pointe Baptist Church, Austin, Texas
Justin Taylor, Author and Blogger
Karen Swallow Prior, Professor of English, Liberty University
Ken Whitten, Senior Pastor, Idlewild Baptist Church
Kevin DeYoung, Senior Pastor, University Reformed Church
Kevin Ezell, President, North American Mission Board
Kevin Smith, Teaching Pastor, Highview Baptist Church
Mac Brunson, Pastor, First Baptist Church Jacksonville
Mark Dever, Senior Pastor, Capitol Hill Baptist Church
Marvin Olasky, Editor-in-chief, WORLD Magazine
Matt Carter, Pastor of Preaching and Vision, The Austin Stone Community Church
Matt Chandler, Lead Teaching Pastor, The Village Church
Matthew Lee Anderson, Lead Writer, Mere Orthodoxy
Michael Youssef, Pastor, The Church of The Apostles in Atlanta, GA
Mike Cosper, Pastor of Worship and Arts, Sojourn Community Church
Mike Glenn, Senior Pastor, Brentwood Baptist Church
Naghmeh Abedini
Nancy Leigh DeMoss, Revive our Hearts
Nathan Finn, Dean of the School of Theology and Missions and Professor of Christian Thought and Tradition, Union University
Nathan Lino, Lead Pastor, Northeast Houston Baptist Church
Owen Strachan, President, The Council on Biblical Manhood and Womanhood
Paige Patterson, President, Southwestern Baptist Theological Seminary
Paul Chitwood, Executive Director, Kentucky Baptist Convention
Paul David Tripp, Pastor, Author, and International Conference Speaker
Paul Nyquist, President and CEO, Moody Bible Institute
Phillip Bethancourt, Executive Vice President, Ethics and Religious Liberty Commission
R. Albert Mohler, Jr., President, The Southern Baptist Theological Seminary
Ramon Osorio, Hispanic National Church Mobilizer, North American Mission Board
Randy Alcorn, Director, Eternal Perspectives Ministries
Raudel Hernandez, Pastor, Summit Español Raleigh, NC
Ray Ortlund, Lead Pastor, Immanuel Nashville
Ray Pritchard, President, Keep Believing Ministries
Richard D. Land, President, Southern Evangelical Seminary
Richard Mouw, Professor of Faith and Public Life, Fuller Seminary
Robert Sloan, President, Houston Baptist University
Roger Spradlin, Senior Pastor, Valley Baptist Church, Bakersfield, Calif.
Roland C. Warren, President & CEO, Care Net
Ron Johnson, Senior Pastor, Village Bible Church
Ron Sider, Senior Distinguished Professor of Theology, Holistic Ministry and Public Policy, Palmer Seminary at Eastern University
Ronnie Floyd, President, Southern Baptist Convention | Senior Pastor, Cross Church
Rosaria Butterfield, Author and Speaker
Russell Moore, President, Ethics and Religious Liberty Commission
Sam Storms, Lead Pastor for Preaching and Vision, Bridgeway Church
Samuel Rodriguez, President, National Hispanic Christian Leadership Conference
Samuel W. "Dub" Oliver, President, Union University
Steve Gaines, Pastor, Bellevue Baptist Church
Thom Rainer, President, LifeWay Christian Resources
Thomas White, President, Cedarville University
Timothy George, Dean and Professor of Divinity, Beeson Divinity School
Todd Wagner, Senior Pastor, Watermark Church
Tommy Nelson, Senior Pastor, Denton Bible Church
Tony Evans, Senior Pastor, Oak Cliff Bible Fellowship
Tony Merida, Pastor for Preaching, Imago Dei Church
Tory Baucum, Rector, Truro Anglican Church
Trey Brunson, First Baptist Church Jacksonville
Trillia Newbell, Director of Community Outreach, Ethics and Religious Liberty Commission
Trip Lee, Rapper, singer, poet and author
Vance Pitman, Senior Pastor, Hope Church, Las Vegas