Ontem, assisti uma adaptação do famoso romance de Oscar Wilde - O Retrato de Dorian Gray - que conta a história do belo jovem e inocente Gray, que se perde pela vida por amar e desejar sua juventude e beleza eterna, entregando sua alma aos prazeres e recebendo depois, um triste final.

Apesar de ter um enredo pesado, consegui refletir sobre algumas coisas e gostaria de compartilhá-las.
Gray, no auge de sua vida de prazeres e sodomias, questionado sobre sua felicidade, responde que o prazer, em nada se compara a ser feliz e que a felicidade, era algo que ele desconhecia.

Isso me levou a pensar sobre a busca sem fim pela felicidade que vivenciamos diariamente. "Seja feliz", é esse o rótulo do prazer na sociedade atual. Sacie suas vontades e assim, seja feliz, se te faz bem e te satisfaz e se não prejudicará ninguém, vá! Faça! Você tem o direito de viver alegremente.

Mas, se o prazer não traz felicidade, por que buscamos realização pessoal através dele? E quando digo prazer, não estou falando apenas de satisfação sexual, mas das coisas fúteis que nos aprisionam em nosso estado superficial durante a vida. Buscamos felicidade nos amigos, nas viagens, nos livros, nos relacionamentos, na comida e em quase tudo que fazemos, vivemos buscando felicidade. Isso não é ruim e jamais será, ter amigos, um bom namoro ou casamento, viajar, ler bons livros... tudo isso é ótimo, mas existe uma certa diferença entre SER e ESTAR feliz.

Então, se ter prazer, segundo Dorian Gray, não é o caminho da felicidade, como alcançá-la? Não é isso que queremos? Como então ser feliz?
Eu poderia passar muito tempo escrevendo todos os versículos bíblicos que dizem "felizes são [...]", mas gostaria que refletíssemos nas palavras de Jesus sobre o que é ser feliz:

"Muito felizes são os humildes!" dizia Ele, "porque o Reino dos Céus é dado a eles".
"Felizes são os que choram! Porque serão consolados".
"Felizes são os mansos e simples! Porque o mundo inteiro pertence a eles".
"Felizes aqueles que aspiram por ser justos e bons, porque terão a justiça com toda a certeza".
"Felizes são os que são amáveis e têm misericórdia dos outros, porque a eles se mostrará misericórdia".
"Felizes os que tem coração puro, porque verão a Deus".
"Felizes aqueles que procuram promover a paz - pois serão chamados Filhos de Deus".
"Felizes aqueles que são perseguidos por serem justos, pois o Reino dos Céus é deles".
"Quando vocês forem maltratados, perseguidos e caluniados por serem meus seguidores ótimo!"
"Alegrem-se com isso! Porque uma grandiosa recompensa espera vocês no céu. E lembrem-se: Os profetas antigos também foram perseguidos".
(Mateus 5: 3-12)

Escolhi a paráfrase bíblica da BÍBLIA VIVA, por usar a palavra "felizes" que tem o mesmo sentido de "bem-aventurados".
Felizes são os que deixam de lado seu orgulho, felizes são os que passam por momentos difíceis, felizes são aqueles que amam a justiça e praticam a misericórdia... felizes são os que diminuindo-se a cada dia, veem a vida de Cristo cravada em seus corações.

Atitudes que manifestam a felicidade, como estas que Jesus ensina em seu sermão, são difíceis de praticar, nos privam de tudo aquilo que inicialmente acreditamos nos satisfazer, nos privam do prazer carnal exagerado, e nos provam que a felicidade de um verdadeiro cristão não está no imediato, mas está na esperança (vr. 12).

Quando agimos com misericórdia, com paciência, com humildade, despimo-nos do nosso orgulho e declaramos com atitudes, que confiamos e que acreditamos que nELE está a nossa felicidade e que ELE é a nossa única fonte de alegria.

Estar feliz é possível, quando colocamos acima de tudo, o prazer das coisas terrenas.
Ser feliz só é possível, quando compreendemos que a nossa vida é passageira e que existe muito, infinitamente muito mais para se viver depois que a terra cobrir nossos corpos corruptíveis. A esperança da eternidade e a confiança de que Deus é a fonte de toda alegria, mesmo em meio as dores do mundo, é o segredo para ser o que todos queremos ser. FELIZES.

"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?"
Marcos 8:36

Dorian Gray entendeu que o prazer não lhe traria a felicidade que tanto buscava, no momento de sua morte.
E quanto a mim? De quanto tempo precisarei pra compreender que tudo é vaidade?

Bianca Veronesi

Ontem assisti um pequeno vídeo¹ do Guilherme de Carvalho onde ele faz uma resenha sobre o livro Quatro Amores do C.S. Lewis.
No vídeo, Carvalho comenta sobre os tipos de amor citados por Lewis, mas a parte que mais me admirou foi quando Carvalho fala sobre o amor Eros e o amor Venal.

O Eros é o amor erótico, e pode ser entendido como a força que nos move em relação aos nossos desejos. O Eros é o desejo em si, mas não um desejo apenas como um fim, mas um meio de se unir de forma profunda com o objeto ou ser desejado. No sentido de união com o ser desejado. o Eros pode surgir antes do casamento, mas deve ser consumado após o casamento, quando ocorre a união entre o homem e a mulher diante de Deus, Estado, Sociedade e Igreja.

O amor Venal, é parecido com o Eros, mas é extremamente mais forte.
O Venal busca possuir o outro de todas as formas, é um amor animal, que apenas deseja a satisfação sexual. O Venal é corrupto, devasso, desmoralizado. 
Este é o amor pregado pela sociedade pós-moderna, um amor líquido que derrete quando alcançado, e vaza pelo meio dos dedos quando é agarrado. O Venal norteia a relação secular, e acaba quando é saciado.

Qual amor que está dentro do nosso coração?
O Venal que busca apenas uma saciedade momentânea, ou o Eros que busca o desejo ardente de união profunda com o amado ou amada?

Fica a pergunta.





¹ https://www.youtube.com/watch?v=AFcUx8iMHG4&sns=fb

Um dos fenômenos amorosos mais populares da pós-modernidade é chamado de FriendZone. Em português: Zona de Amizade, que se refere a uma situação onde um indivíduo deseja relacionar-se com outro no sentido romântico, enquanto o outro, não deseja o mesmo. Isso ocorre quando uma pessoa está apaixonada por outra, mas a outra deseja somente amizade.  

A FriendZone remete ao amor platônico, onde o amante não se aproxima da amada, não toca, não se envolve amorosamente, mas vive de alimentar suas fantasias e idealizações, onde o objeto do amor é sempre perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem defeitos, mas nunca é alcançado.

O termo FriendZone não foi popularizado no Brasil, mas teve sua primeira aparição no seriado americano Friends[i] em 1994. Na série, o personagem Ross Geller, que era apaixonado pela personagem Rachel Green, foi colocado por ela em um estado nomeado por um amigo do casal com zona de amizade. Mas foi somente em 2005, no filme Just Friends[ii], que o termo ganhou notoriedade internacional.  O filme retrata de forma direta como FriendZone afetou o personagem principal.

Em meados de 2010, este novo fenômeno sentimental chegou ao Brasil, sendo ocasião para piadas, pois ninguém deseja estar nessa zona de amigo, e também para vítimas.
Mas seria errado um cristão deixar alguém que lhe admire na FriendZone?

Para descobrir isso, é necessário classificar a FriendZone em dois tipos: FriendZone Light e FriendZone Clássica.

A primeira não é tão nociva, pois ocorre sempre que alguém se interessa pelo outro, e acaba sendo rejeitado, mas as consequências dessa Zona de Amizade Light não são causadas diretamente por quem rejeita o amor.

O cenário deste tipo de Zona de Amizade é este: Surge o interesse em namoro de uma das partes, que é rejeitada de forma educada e sincera, mas o amado deixa bem claro que o amor da amante é impossível de se realizar. O amado não ilude ou cria expectativas na amante, e se esforça para se afastar, quando necessário (a maioria das vezes é necessário), até que a paixão esfrie.

O segundo caso é mais perigoso e causa enormes consequências em quem é rejeitado.

A FriendZone Clássica começa quando o amante é rejeitado pela amada, mas a amada acaba aproveitando da paixão do amante. Além disso, a amada nunca deixa claro que aquele relacionamento não passa de mera amizade, e de forma direta ou indireta, ilude o amante. Outro comportamento típico da FriendZone Clássica, é quando o amante tenta se aproximar da amada, mas ela ignora-o, ou não responde de forma direta, causando assim uma ilusão no amante.

A FriendZone Light é impossível de ser combatida, pois sempre que alguém rejeitar um pedido de namoro, este fenômeno começa, mas não existe pecado nisso, quando os envolvidos tratam este problema de forma adulta, madura, sincera e cristã,.

Já no segundo fenômeno, chamado FriendZone Clássica, se torna problemático a partir do momento que o amante é iludido. Neste ponto a amada vai contra a cosmovisão cristã, pois ao criar uma ilusão, a amada mente ou omite a verdade (João 8:44). Não deixar claro que aquele relacionamento é apenas amizade, também é um tipo de omissão, e se encaixa como uma mentira. Além disso, ao se aproveitar do amante, a amada peca contra seu próximo, pois faz com o outro aquilo que não deseja que fizessem com ela (Mt 19:19;Mt 22:39Mc 12:31;Gl 5:14;Tg 2:8).

Os exemplos acima servem tanto para homens quanto para mulheres. E que possamos orar e viver um evangelho verdadeiro em todo momento, até mesmo quando temos que deixar claro para alguém que aquela relação é apenas uma amizade.





[i] Friends foi uma sitcom (seriado de comédia) americana criada por David Crane e Marta Kauffman e apresentada pela rede de televisão NBC entre 22 de setembro de 1994 e 6 de maio de 2004, com um total de 236 episódios.
[ii] É uma comédia romântica de 2005. A história se resume em dois personagens principais Chris Brander e Jamie Palamino que sempre foram amigos, desde a época do colegial. Chris é apaixonado por Jamie, mas, devido ao seu peso exagerado, nunca conseguiu namorá-la. Traumatizado, Chris cresceu, emagreceu e tornou-se um homem bem sucedido e mulherengo. Até que, anos depois, ele reencontra Jamie e vê sua antiga paixão renascer.


Uma coalizão de diversos líderes evangélicos reunidos pela Ethics and Religious Liberty Commission [Comissão da Liberdade Religiosa e Ética - EUA] publicou o seguinte documento:

Como cristãos evangélicos, discordamos da decisão da Suprema Corte que redefine o casamento. O Estado não criou a família, e, portanto, não deveria recriá-la à sua própria imagem. Não nos submetemos a essa visão porque a autoridade bíblica assim exige de nós. O resultado da decisão da Suprema Corte em redefinir o casamento representa o que aparentemente é a consequência de meio século no qual se testemunha o declínio matrimonial por meio do divórcio, a coabitação e uma cosmovisão de liberdade sexual quase ilimitada. As ações da Suprema Corte colocam em risco uma fábrica social já volátil ao indispor aqueles cujas crenças relativas ao casamento são motivadas por profundas convicções bíblicas e que buscam o bem comum.

A Bíblia ensina claramente a verdade imutável de que o casamento consiste de um homem e uma mulher. De Gênesis a Apocalipse, a autoridade das Escrituras testemunha acerca da natureza do matrimônio bíblico como estando exclusivamente restrito à complementaridade entre homem e mulher. Esta verdade é inegociável. O próprio Senhor Jesus afirmou que o casamento é desde o princípio (Mt 19:4-6), de forma que nenhuma instituição humana possui a autoridade para redefinir o casamento, assim como nenhuma instituição humana tem autoridade para redefinir o Evangelho, do qual o casamento, de forma misteriosa, constitui-se como reflexo (Ef 5:32). A decisão da Suprema Corte em redefinir o casamento demonstra um julgamento equivocado ao desconsiderar aquilo que a História e incontáveis civilizações nos transmitiram – todavia, representa também uma consequência na qual os próprios evangélicos, infelizmente, possuem sua parcela de culpa. Frequentemente, evangélicos professos falharam em encarnar os ideais que nos são tão queridos e que cremos serem centrais à proclamação do Evangelho.

As igrejas evangélicas devem ser fiéis ao testemunho bíblico acerca do casamento, independentemente das mudanças culturais. As igrejas evangélicas na América do Norte se encontram agora num novo cenário moral que nos conclama a atuar num contexto cada vez mais hostil à ética sexual bíblica. Isso não é algo inédito na história da igreja. Desde seus primórdios, seja nas margens da sociedade ou numa instância de influência, a igreja é definida sempre pelo Evangelho. Insistimos, pois, na afirmação de que o Evangelho traz as boas-novas para todas as pessoas, independente de a cultura considerá-las ou não como boas-novas.

O Evangelho deve moldar nossa abordagem ao testemunho público. Como evangélicos movidos pelas boas-novas de que Deus oferece reconciliação por meio da vida, morte e ressurreição de Seu Filho, Jesus, nos comprometemos a:
1) Respeitar e orar pelas autoridades que sobre nós governam, mesmo que venhamos a trabalhar, mediante o processo democrático, a fim de reconstruir a cultura do matrimônio (Rm 13:1-7);
2) Ensinar a verdade a respeito do matrimônio bíblico de uma forma que traga restauração e cura a uma cultura sexualmente deteriorada;
3) Afirmar o mandato bíblico de que todas as pessoas, incluindo indivíduos da comunidade LGBT, são criadas à imagem de Deus e merecem, portanto, dignidade e respeito;
4) Amar nosso próximo a despeito de quaisquer discordâncias que surjam como resultado dos conflitos de crenças acerca do casamento;
5) Viver com respeito e civilmente juntamente com aqueles que possam discordar de nós, visando o bem comum;
6) Cultivar uma cultura comum de liberdade religiosa que permita o florescimento da liberdade de viver e crer diferentemente. 

A redefinição do casamento não deveria acarretar a erosão da liberdade religiosa. Nos próximos anos, as instituições evangélicas poderão ser intimadas a sacrificar suas crenças sagradas sobre o casamento e sexualidade a fim de se acomodarem àquilo que a cultura exige e que a lei requer. Não temos a opção de acatar essas exigências sem violar nossas consciências e renunciar o Evangelho. Não permitiremos que o governo coaja ou infrinja os direitos das instituições em viverem segundo a crença sagrada de que apenas homens e mulheres podem contrair matrimônio entre si.

O Evangelho de Jesus Cristo determina a forma e o tom de nosso ministério. A teologia cristã considera seus ensinamentos a respeito do casamento tanto atemporais quanto imutáveis, consequentemente devemos permanecer firmes nessa crença. Ofensas e pânico não são as respostas daqueles que confiam nas promessas de um Cristo Jesus que reina. Embora acreditemos que a Suprema Corte se equivocou em sua decisão, nos comprometemos a permanecer observando firme e fielmente o ensino bíblico de que o casamento é a principal pedra angular da sociedade, projetada para unir os homens, mulheres e crianças. Prometemos, portanto, proclamar e viver essa verdade a todo custo, com convicções que são apregoadas com bondade e amor.

__________
Nota:
[1] A expressão "Here I stand" pode ser traduzida como "Eis-nos aqui" ou "Assim nos posicionamos". Na verdade, trata-se de uma alusão ao dito de Lutero na Dieta de Worms: "Hier stehe ich. Ich kann nicht anders", que, na versão em inglês, foi traduzido para "Here I stand, I can do no other." [Esta é a minha posição. Não posso fazer nada mais]. Desse modo, é uma expressão que remonta à coragem dos primeiros reformadores em asseverar seu comprometimento com a verdade bíblica, ao invés de diluir ou se conformar com a mentalidade e cultura predominantes.

Signatários:

A.B Vines, Senior Pastor, New Seasons Church
Afshin Ziafat, Lead Pastor, Providence Church, Frisco, Texas
Alistair Begg, Senior Pastor, Parkside Church
Andrew T. Walker, Director of Policy Studies, Ethics and Religious Liberty Commission
Barrett Duke, Vice President for Public Policy and Research and Director of the Research Institute, Ethics and Religious Liberty Commission
Bart Barber, Pastor, First Baptist Church of Farmersville
Bruce Frank, Senior Pastor, Biltmore Baptist Church
Bruce Riley Ashford, Provost, Southeastern Baptist Theological Seminary
Bryan Carter, Pastor, Concord Church
Bryan Chapell, Senior Pastor, Grace Presbyterian Church
Bryan Loritts, Pastor of Preaching and Mission, Trinity Grace Church, Kainos Movement
Bryant Wright, Senior Pastor, Johnson Ferry Baptist Church
Carmen Fowler LaBerge, President, Presbyterian Lay Committee
Christine Hoover, Author
Christopher Yuan, Speaker, Author, Bible teacher
Clint Pressley, Pastor, Hickory Grove Baptist Church
Collin Hansen, Editorial Director, The Gospel Coalition
D. A. Carson, Research Professor of New Testament, Trinity Evangelical Divinity School
D.A. Horton, Director of ReachLife Ministries, National Coordinator for Urban Student Missions
Daniel Darling, Vice-President of Communications, The Ethics and Religious Liberty Commission
Daniel Patterson, Chief of Staff, The Ethics and Religious Liberty Commission
Danny Akin, President, Southeastern Baptist Theological Seminary
David E. Prince, Assistant Professor of Christian Preaching, The Southern Baptist Theological Seminary
David French, National Review
David Jeremiah, Senior Pastor, Shadow Mountain Community Church
David Platt, President, International Mission Board
David S. Dockery, President, Trinity International University/Trinity Evangelical Divinity School
David Uth, Senior Pastor, First Baptist Orlando
Dean Inserra, Lead Pastor, City Church, Tallahassee
Dennis Rainey, President, FamilyLife Today
Denny Burk, Professor of Biblical Studies, Boyce College
Edgar Aponte, Director of Hispanic Leadership Development, Southeastern Baptist Theological Seminary
Eric M. Mason, Lead Pastor, Epiphany Fellowship Church
Eric Teetsel, Executive Director, Manhattan Declaration
Erik Reed, Pastor, Journey Church
Erwin W. Lutzer, Senior Pastor, The Moody Church
Felix Cabrera, Pastor, Iglesia Bautista Central, Oklahoma City
Frank Page, President and CEO of the SBC Executive Committee
Fred Luter, Pastor, Franklin Avenue Baptist Church
Gabriel Salguero, President, National Latino Evangelical Coalition
Greg Laurie, Senior Pastor, Harvest Christian Fellowship
H.B. Charles Jr., Pastor-Teacher, Shiloh Metropolitan Baptist Church
Heath Lambert, Executive Director, Association of Certified Biblical Counselors
Hunter Baker, Associate Professor of Political Science and Dean of Instruction, Union University
J. Ligon Duncan III, Chancellor & CEO, John E. Richards Professor of Systematic and Historical Theology, Reformed Theological Seminary
J. P. Moreland, Distinguished Professor of Philosophy, Biola University
J.D. Greear, Pastor, The Summit Church
J.I. Packer, Board of Governors’ Professor, Theology Regent College
Jack Graham, Pastor, Prestonwood Baptist Church
Jackie Hill Perry, Writer, Speaker, Artist
James MacDonald, Senior Pastor, Harvest Bible Chapel
Jason Allen, President, Midwestern Baptist Theological Seminary
Jason Duesing, Provost, Midwestern Baptist Theological Seminary
Jeff Iorg, President, Golden Gate Baptist Theological Seminary
Jeffrey K. Jue, Provost, Westminster Theological Seminary
Jim Baucom, Senior Pastor, Columbia Baptist Church
Jim Daly, President, Focus on the Family
Jimmy Scroggins, Lead Pastor, Family Church, West Palm Beach
John Bradosky, Presiding Bishop, North American Lutheran Church
John Huffman, Board Chair Christianity Today and Gordon-Conwell Theological Seminary
John Stonestreet, Speaker and Fellow, The Chuck Colson Center for Christian Worldview
Johnny Hunt, Pastor, First Baptist Church of Woodstock
Jonathan Leeman, Editorial Director, 9Marks
Jose Abella, Pastor, Providence Road Church, Miami
Juan R. Sanchez, Jr., Senior Pastor, High Pointe Baptist Church, Austin, Texas
Justin Taylor, Author and Blogger
Karen Swallow Prior, Professor of English, Liberty University
Ken Whitten, Senior Pastor, Idlewild Baptist Church
Kevin DeYoung, Senior Pastor, University Reformed Church
Kevin Ezell, President, North American Mission Board
Kevin Smith, Teaching Pastor, Highview Baptist Church
Mac Brunson, Pastor, First Baptist Church Jacksonville
Mark Dever, Senior Pastor, Capitol Hill Baptist Church
Marvin Olasky, Editor-in-chief, WORLD Magazine
Matt Carter, Pastor of Preaching and Vision, The Austin Stone Community Church
Matt Chandler, Lead Teaching Pastor, The Village Church
Matthew Lee Anderson, Lead Writer, Mere Orthodoxy
Michael Youssef, Pastor, The Church of The Apostles in Atlanta, GA
Mike Cosper, Pastor of Worship and Arts, Sojourn Community Church
Mike Glenn, Senior Pastor, Brentwood Baptist Church
Naghmeh Abedini
Nancy Leigh DeMoss, Revive our Hearts
Nathan Finn, Dean of the School of Theology and Missions and Professor of Christian Thought and Tradition, Union University
Nathan Lino, Lead Pastor, Northeast Houston Baptist Church
Owen Strachan, President, The Council on Biblical Manhood and Womanhood
Paige Patterson, President, Southwestern Baptist Theological Seminary
Paul Chitwood, Executive Director, Kentucky Baptist Convention
Paul David Tripp, Pastor, Author, and International Conference Speaker
Paul Nyquist, President and CEO, Moody Bible Institute
Phillip Bethancourt, Executive Vice President, Ethics and Religious Liberty Commission
R. Albert Mohler, Jr., President, The Southern Baptist Theological Seminary
Ramon Osorio, Hispanic National Church Mobilizer, North American Mission Board
Randy Alcorn, Director, Eternal Perspectives Ministries
Raudel Hernandez, Pastor, Summit Español Raleigh, NC
Ray Ortlund, Lead Pastor, Immanuel Nashville
Ray Pritchard, President, Keep Believing Ministries
Richard D. Land, President, Southern Evangelical Seminary
Richard Mouw, Professor of Faith and Public Life, Fuller Seminary
Robert Sloan, President, Houston Baptist University
Roger Spradlin, Senior Pastor, Valley Baptist Church, Bakersfield, Calif.
Roland C. Warren, President & CEO, Care Net
Ron Johnson, Senior Pastor, Village Bible Church
Ron Sider, Senior Distinguished Professor of Theology, Holistic Ministry and Public Policy, Palmer Seminary at Eastern University
Ronnie Floyd, President, Southern Baptist Convention | Senior Pastor, Cross Church
Rosaria Butterfield, Author and Speaker
Russell Moore, President, Ethics and Religious Liberty Commission
Sam Storms, Lead Pastor for Preaching and Vision, Bridgeway Church
Samuel Rodriguez, President, National Hispanic Christian Leadership Conference
Samuel W. "Dub" Oliver, President, Union University
Steve Gaines, Pastor, Bellevue Baptist Church
Thom Rainer, President, LifeWay Christian Resources
Thomas White, President, Cedarville University
Timothy George, Dean and Professor of Divinity, Beeson Divinity School
Todd Wagner, Senior Pastor, Watermark Church
Tommy Nelson, Senior Pastor, Denton Bible Church
Tony Evans, Senior Pastor, Oak Cliff Bible Fellowship
Tony Merida, Pastor for Preaching, Imago Dei Church
Tory Baucum, Rector, Truro Anglican Church
Trey Brunson, First Baptist Church Jacksonville
Trillia Newbell, Director of Community Outreach, Ethics and Religious Liberty Commission
Trip Lee, Rapper, singer, poet and author
Vance Pitman, Senior Pastor, Hope Church, Las Vegas



Imagine que você está andando pela rua e, ao virar uma esquina, se depara com um lindo homem, com os traços mais bem firmados num rosto perfeito. Ao passar por ele, imagina como seria suas vidas juntas. Ele, por algum motivo, pára e diz: Olá!
Um frio na barriga, um sorriso, e depois de alguns minutos vocês estão sentados numa lanchonete conversando sobre tudo, sobre o que acham de um livro, de um filme, de uma música.
No dia seguinte, marcam para sair novamente, e começam a planejar o casamento.

Inconcebível...

Mesmo que o cinema hoje esteja enfestado com esse tipo de romance relâmpago, a realidade não motivou a arte nesse caso. Nossa geração, muito mais do que as anteriores, está inebriada com rapidez e soluções instantâneas. Como não poderia ser diferente, os relacionamentos nos parecem mais românticos quando surpreendentes e inimagináveis. Mas os mesmos ingredientes que constroem um ótimo romance pra assistir sábado à noite debaixo do edredom são os mesmos que podem nos levar a decepção e ilusão.

Conhecer alguém pela internet pode ser excitante. No meio de tantas garotas bonitas e garotos engraçados e interessantes, pode aparecer aquele casal perfeito que, com meia dúzia de conversas, se encantam um pelo outro, e se encaixam perfeitamente. Mas esse mesmo casal pode ser aquele que descobre depois de um mês ou dois que há tanto que não conhecem um do outro que surge aquele clima estranho, como se fossem desconhecidos (como, de fato são) um para o outro.
Quando então se junta o fato de a fé ser a mesma, a teologia reformada, o clima descontraído do RQC temos a receita perfeita para a precipitação amorosa.

Como na vida fora das redes sociais, onde temos uma lista de cuidados para trazer alguém para nosso convívio mais íntimo, a amizade, a paquera e o namoro na web exigem cuidados importantes. Particularmente, não acredito no amor entre estranhos. O carinho além da atração física está em conhecer particularidades da pessoa, e isso não se encontra no perfil do Facebook. Leva muito mais tempo do que se imagina para conhecer as manias, os defeitos, e detalhes importantes da vida da pessoa do outro lado da tela.

Quero apontar itens que considero importantes para o bom convívio dentro de qualquer grupo com a temática "namoro".

Antes de despertar carinho em alguém:

1. Está pronto para se casar?
Namoro é a fase de preparação para o casamento, e tratando-se de cristãos, não vemos motivo para namorar sem ter em mente o casamento. Em que fase dos seus estudos você está? Há algo mais importante do que se casar no momento? Como vai sua vida profissional?

2. Confira a distância entre sua cidade e da outra pessoa
Nosso coração realmente não tem botão ON/OFF, mas antes de se envolver com alguém ainda dá pra dar uma freada. Se a distância é muito grande e não dá pra manter imediatamente contato com a pessoa, porque chamá-la no privado e despertar o amor?

3. Tem alguém do seu convívio que te desperta carinho e é uma possibilidade de namoro?
Temos a mania de nos animar com pessoas novas, mas pode acontecer de ter alguém perto de você, seu melhor (a) amigo (a) que pode vir a ser um bom companheiro de vida  Analise as possibilidades perto de você! Se, por acaso, existe alguém perto de você, não desperte o interesse em outra pessoa. Não alimente possibilidades vazias.

4. Está conversando com alguém do grupo/sabe que alguém com quem conversa está interessado em você?
Cuidado para não querer garantir vários pré-relacionamentos dentro do grupo. Se mais de uma pessoa te desperta interesse, suspenda as conversas em privado até que decida com quem quer aprofundar um relacionamento.
Meu conselho é que se mantenha as conversas em grupo antes de investir nas conversas no privado. Não existe maior saia justa que ser pego (a) como paquerador (a) por estar mantendo conversas no privado com mais de um pretendente.

5. Você conhece essa pessoa?
Como eu disse, não existe amor entre desconhecidos. Não despreze o valor da amizade. É na amizade que você conhecerá como o menino (a menina) se relaciona com a família, o que pensa sobre diversos assuntos, é onde a conversa flui mais sincera e descontraída. É na amizade que você terá a oportunidade de adicionar familiares, de conversar abertamente sem medo de "assustar" o outro. É na amizade que o outro se revela e você tem abertura para se revelar.

Não aceite, de forma egoísta, o carinho de quem você não esteja correspondendo de verdade. Seja sincero. Seja adulto.

Eu realmente torço para que grandes amizades surjam no grupo antes que surjam namoros impossíveis.
Minha dica é essa, pessoal, FAÇAM GRANDES AMIZADES. E, quem sabe, seu amor estará entre seus melhores amigos!